terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

TIRO PELA CULATRA


Um político de renome na cidade, candidatíssimo ao cargo de Prefeito nas próximas eleições, encomendou uma pesquisa de opinião pra medir a "pressão eleitoral". A pesquisa indicou que o mesmo está com 85%...de rejeição...Que vergonha!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quanto nos custou a doação da praça?

Voltando ao assunto da doação do terreno da praça para construção do Forum, acho que vale a pena fazermos algumas considerações a respeito de quanto custou para nós a "bondade" dos nossos políticos.
Vamos começar pelo valor imobiliário do terreno de 4 mil metros quadrados. Se loteado pelo Município e vendido aos interessados, calcula-se que o Município poderia, a preços de mercado, arrecadar entre 5 a 6 milhões de reais, dinheiro suficiente para negociar e quitar à vista, a gigantesca dívida que o Município possui junto ao INSS, resolvendo de vez a questão da certidão positiva.
Seguindo o raciocínio, o prédio onde funciona a escola "Pingo de gente" terá que ser demolido e o Município não possui outro prédio escolar apropriado para tal fim. Segundo algumas pessoas envolvidas na construção civil, a construção de outro prédio com tamanho aproximado deverá custar hoje ao Município cerca de 150 mil reais. Por último, há o prédio do atual Forum que será cedido em comodato ao Município nas condições em que se encontra hoje. Segundo informações do proprio poder judiciário o prédio está em péssimas condições de conservação e necessita de uma ampla e total reforma. Se o Município for realmente utilizar o prédio terá que arcar com uma reforma que pelo que se estima, não custurá menos que uns 250 mil reais.

Vejamos então quanto o novo Forum custará ao Município, além dos 5 milhões de reais que serão gastos pelo Judiciário na sua construção:
R$ 6.000.000,00 pelo valor imóbiliário do terreno da praça;
R$    150.000,00 pelo escola que será demolida;
R$    250.000,00 pela reforma do predio antigo do Forum.

No total serão R$ 6.400.000,00 reais do nosso rico dinheirinho público jogados no ralo.
Haja irresponsabilidade!

Sem áreas próprias, Município tenta doar partes de terreno do estadio municipal.

Não bastasse o Município de Engenheiro Beltrão ter utilizado parte do terreno do estadio municipal para a construção de uma creche, num local completamente inadequado, destruindo uma antiga, mas bem conservada quadra de esportes, corre pela cidade o comentário de que os "inimigos do povo", aí compreendidos prefeito e a quase totalidade do vereadores, pretendem "fazer mais alguns lotes" com o que sobrou da parte externa do terreno que margeia a extensão da Av. Brasil e faz frente com a ASPUMEB, provavelmente para atender a interesses escusos que em nada beneficiam a população.
A atual gestão do Município parece que se especializou em doar o que não lhe pertence, fazendo benesses com aquilo que é do povo, tudo com o aval de meia dúzia de vereadores traidores da população de Beltrão. Primeiro foi a Praça Aldevino Santiago, doada ao Estado do Paraná para construção do novo Forum. Depois vieram os loteamentos particulares que de acordo com lei Municipal deveriam destinar 35% das áreas ao Município, aí compreendidas as ruas, calçamentos e áreas destinadas à praças ou construções públicas. Pelo que temos observado, em nenhum deles, a lei que os vereadores do Município aprovaram foi respeitada e a parte das áreas que caberiam ao Município foram barganhadas de forma escusa e sem nenhuma transparência, nem satisfações ao povo.Agora vem mais essa especulação de que parte do terreno do estádio, que pertence ao povo, será também doada.
Por último e ainda mais grave são as insinuações do Sr. Prefeito a respeito do chamado "loteamento social" onde a Prefeitura tenta por todos os meios desapropriar uma área rural proxima do parque industrial e da parte central da cidade, à revelia dos proprietários que não querem vender a área, para que a mesma seja loteada pelo Município e "doada" de graça, provavelmente para pessoas que pertencem ao enorme clube dos "amigos do prefeito".
Para completar as benesses concedidas pelo executivo municipal, ha também o polêmico asfaltamento do conjunto Andorinhas onde o "asfalto de graça", provavelmente vai servir de moeda de troca para a próxima eleição municipal.
Felizmente a justiça eleitoral parece que acordou, aprovando a resolução 23.370 de 12/12/11, que impede que os políticos pratiquem benesses com o dinheiro público em ano eleitoral. Um verdadeiro castigo para os políticos que ficaram três anos sem nada realizar na esperança de que obras e benesses de última hora pudessem lhes ampliar o mandato...
Fica a pergunta no ar: Quais as providências que os srs. vereadores tomaram nesses casos, alem de aprovar tudo o que o Prefeito pede?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Prefeito mostra seu desequilibio ao ser questinonado.

Em entrevista concedida hoje, a rádio Master FM, o prefeito foi questionado por um dos reporteres, a pedido de uma ouvinte, sobre a questão dos intermináveis "buracos" da cidade. Deu pra perceber claramente que o tom do voz do entrevistado mudou repentinamente ao ser questionado, demonstrando claramente aos ouvintes seu desequilibrio e destempero emocional. Em sua resposta ele afirmou que desde o primeiro dia de mandato vem tapando buracos na cidade (qual cidade?) e que o problema, afirmou, é das administrações anteriores que fizeram asfalto de baixa qualidade (infelizmente é verdade!). Afirmou ainda que nada aconteceu com o asfalto de sua gestão (é claro! já que nenhum asfalto foi construido na atual gestão).

Resolução do TSE proibe políticos de fazerem doações durante ano eleitoral.



RESOLUÇÃO Nº 23.370 de 12/12/11
INSTRUÇÃO Nº 1162-41.2011.6.00.0000 – CLASSE 19  – BRASÍLIA  – DF
Reproduzimos em inteiro teor o Capítulo IX - ART. 50 - VIII - § 9º da resolução acima: " No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa (Lei nº 9.504/97, art. 73, § 10).
Com isso, a tão propagada distribuição de terrenos do chamado "loteamento social" e a construção de asfalto "de graça" no Município, como vem prometendo o Prefeito, vai esbarrar em proibição da Lei eleitoral.
Bom que o TSE acordou a tempo de "castrar" os espertalhões que ficaram três anos sem nada fazer, achando que com obras e benesses eleitoreiras podem ganhar mais quatro anos de mandato.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

STF mantem poderes do CNJ.

Após toda a polêmica causada pela liminar, deferida pelo STF, que limitava os poderes e impedia o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de investigar tribunais de justiça e magistrados, finalmente tivemos um final feliz. Por 6 votos a 5, os juízes do STF não só mantiveram os poderes do CNJ, como ainda o ampliaram ao determinar que de futuro o julgamento de magistrados que praticarem irregularidades, seja público, reduzindo o corporativismo e dando mais transparência ao Judiciário. A votação foi apertada e com apenas um voto de diferença, porém, o bom sendo acabou prevalecendo sobre o corporativismo, para alívio da opinião pública que torcia pelo CNJ e exigia mais transparência do poder judiciário. Parece incrível, mas a opinião popular finalmente ganhou uma!

As BBBobagens da TV


      O cronista e escritor Luiz Fernando Veríssimo definiu em uma frase a fase atual da TV aberta no Brasil, referindo-se ao Big Brother Brasil (BBB), exibido pela rede Globo, programa de maior audiência no país: “Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo”. Se fizermos uma análise do que nossa TV aberta nos oferece diariamente, podemos concluir que a afirmação do escritor pode ser aplicada a uma grande e variada gama de programas, principalmente as novelas e alguns outros programas exibidos nos vários canais. O escritor afirma ainda que “Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência”. Os comentários de Veríssimo se referem ao programa que foi ao ar no ano passado (BBB11), mas com certeza espelha a realidade atual, tanto do próprio programa citado, como de dezenas de outros do mesmo nível.
      Há dias a Globo anunciou a eliminação de um dos elementos componentes do BBB por considerar seu comportamento como "inadequado". Não tenho o hábito de assistir este programa que considero e pior lixo da TV Brasileira, mas pelo que vi nas reportagens sobre o assunto, acho que as autoridades deveriam eliminar sim, o programa todo por "comportamento inadequado". Acho que assistir programas de baixo nível como esse, que explora escandalosamente o comportamento humano, somente contribui para que porcarias como essa se transformem em sucesso nacional. Pior é quem patrocina esse tipo de "jogo sujo" que somente colabora para a desagregação das famílias à vista dos maus exemplos que propaga. Pelo pouco que vi durante as chamadas do programa, achei ridículo o que a Globo fez com o Sr. Pedro Bial, apresentador da palhaçada, que mais parece um cafetão, fazendo propaganda de sua "mercadoria".
      A maioria dos programas exibidos atualmente pela TV aberta busca única e exclusivamente chamar a atenção do público ao apelo comercial. Bons índices de audiência geram altas receitas de anunciantes e aumentam o lucro de seus proprietários, sem se importar com a qualidade dos programas e sem a menor observância dos valores culturais, morais e éticos da sociedade. Vivemos numa espécie de “reino das baixarias” onde tudo é permitido em nome da chamada “liberdade de imprensa” e assim cada emissora coloca no ar aquilo que seus produtores acham que vai chamar mais a atenção e fazer crescer os índices de audiência. É a famosa troca da esculhambação do conteúdo pela valorização do espaço e do horário.
      Estima-se que a rede Globo obteve no ano passado, só com o BBB11, um lucro de cerca de 400 milhões de reais e que projeta para a atual versão BBB12, uma receita de 500 milhões de reais, somados aí as quotas dos patrocinadores e a mina de ouro das ligações telefônicas pagas pelos “otários” que votam nos paredões, que representa a fatia mais gorda do valor da arrecadação do programa. Cá entre nós, é dinheiro pra caramba, e com isso, segundo o conceito dos diretores da Globo “dá até pra vender a alma pro diabo” e transformar um bando de imbecis em heróis – como preconiza o apresentador Pedro Bial, referindo-se aos componentes do programa A Globo gosta, adora criar heróis à sua moda, uma espécie de Macunaíma (o herói sem caráter) da TV. Bastou ver o caso do UFC transmitido por uma emissora concorrente cair no gosto do público que a Globo logo tratou de “comprar” os direitos de transmissão, para mostrar o triste espetáculo televisivo onde dois marmanjos musculosos se espancam num espaço limitado, em explícitas cenas de violência, até que um deles seja “detonado” pelo outro. O BBB é bem similar ao UFC já que apresenta também no espaço limitado do confinamento, um bando de marmanjos de ambos os sexos, de corpo sarado e mentes vazias, em cenas degradantes na busca de prêmios que pode ser um carro, uma vaga na próxima novela global, espaço na mídia, entrevistas em várias emissoras, a fama ou o prêmio maior de 1,5 milhões de reais. No fundo, todos querem virar celebridade.
      O BBB, a exemplo de muitos outros programas produzidos pela nossa TV, é um produto típico da cultura de massa, assim como as novelas, sem qualquer noção e desprovidos de qualquer valor moral ou ético, objetivando somente a consolidação de elevados índices de audiência. Com isso, perde-se o fio condutor que deveria balizar o comportamento das empresas de comunicação, que como todos nós sabemos, é uma concessão pública e deveria respeitar os valores mínimos de nossa sociedade e não prestar desserviço ao apresentar programas que não trazem nenhum conteúdo cultural e informativo e não acrescenta nenhum conhecimento nem informação ao público e aos próprios participantes que são, conforme afirma Luiz Fernando Veríssimo “pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente”.
      Enquanto houver público para assistir, somar pontos na audiência e oferecer dinheiro fácil, recolhido aos montes através das contas telefônicas, teremos que continuar aturando programas como o BBB e mais de uma dezena de outros que nada acrescentam a nossas vidas. Quem liga a TV para assistir programas de baixo nível esta trazendo para dentro de sua casa a imoralidade, a banalização da vida e permitindo que pessoas que dão maus exemplos sirvam de modelo para o comportamento social das pessoas com as quais convive. Com atitude, podemos acabar facilmente com essa situação – Basta desligar a TV ou trocar de canal quando o conteúdo for desagradável e não recomendado. Agora, se VOCÊ é daquelas pessoas que adora bobagens e baixarias, tome cuidado, pois um dia desses pode acabar no paredão...
Autor: Francisco Ricci – Economista e membro do Observatório Social – “ricciopinião.blogspot.com”.
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